Município de São Bernardo do Campo
Secretaria de Educação
Departamento de Ações Educacionais
Divisão de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos
Professor: Eduardo Santos Gama - Disciplina Ciências - Email: edusantosgama@gmail.com
NOME:________________________________________________________________data:___/____/____.
Atividade 09 – Educação de Jovens e Adultos – 5º e 6º temos - 2º Segmento
E-mail geral da sala: eja56flaminio@gmail.com
Fluxo de energia e Relações alimentares (Cadeias e Teias)
Observe que parte da energia é perdida em cada nível trófico. Sabemos que o Sol é fundamental para a existência de vida na Terra. É ele que proporciona uma temperatura agradável ao nosso planeta e fornece energia para os organismos fotossintetizantes. Sem esses organismos, o oxigênio liberado no processo de fotossíntese não existiria e, consequentemente, os seres que necessitam dessa substância para sobreviver também não. Além disso, a falta desses organismos causaria a morte de toda uma cadeia alimentar. Os organismos fotossintetizantes existentes captam cerca de 2% de toda a energia solar que chega ao planeta. Eles transformam essa
energia em substâncias orgânicas através do processo de fotossíntese, e a energia fica armazenada na forma de energia potencial química. Parte dessas substâncias orgânicas produzidas é utilizada por esses seres para a realização do processo de respiração e a outra parte fica armazenada. Quando um consumidor primário se alimenta dos seres fotossintetizantes, a energia potencial química armazenada nos compostos orgânicos é transferida para ele. Os consumidores, então, utilizam a matéria orgânica ingerida para a produção de energia, que, por sua vez, é usada para a realização de alguns processos importantes para a sua sobrevivência. Outra parte das substâncias ingeridas é perdida nas fezes e urina. Ao servirem de alimento para outro organismo, os consumidores primários transferem sua energia para esse consumidor secundário e assim por diante. Podemos perceber que a energia é passada para cada organismo da cadeia alimentar de forma unidirecional, seguindo sempre o sentido produtor → decompositor. É importante frisar que, a cada nível trófico, menos energia é passada. Normalmente, apenas 5% a 20% da energia é passada para o próximo nível trófico, sendo esse fenômeno chamado de eficiência ecológica. Diante dessa baixa quantidade de energia transferível, uma cadeia alimentar dificilmente possui mais de cinco níveis tróficos.
As cadeias e teias alimentares são utilizados para representar as relações de alimentação que ocorrem em um determinado ecossistema e permitem identificar o fluxo de energia.
As cadeias alimentares podem ser definidas como as relações de alimentação existentes entre os seres vivos de um ecossistema. Ela mostra, de maneira unidirecional, como a energia e os nutrientes fluem entre os seres vivos de uma determinada área. Na cadeia alimentar, observa-se um fluxo unidirecional de energia e nutrientes.
Os seres vivos de uma cadeia alimentar podem ser classificados em três níveis básicos, denominados de níveis tróficos:
Produtores: Organismos produtores correspondem ao primeiro nível trófico em qualquer cadeia alimentar analisada. Nele se encontram os seres capazes de produzir seu próprio alimento, ou seja, organismos autotróficos. É importante destacar que nesse grupo são encontrados organismos fotossintetizantes e quimiossintetizantes. Como exemplo de organismos produtores, podemos citar as plantas, as algas e algumas bactérias;
Consumidores: organismos incapazes de produzir seu próprio alimento, ou seja, organismos heterotróficos. Os consumidores são classificados como primários quando se alimentam dos produtores; de secundários quando se alimentam dos primários; de terciários quando se alimentam dos secundários e assim sucessivamente. É importante salientar que não existem cadeias com muitos níveis tróficos, pois, a cada nível, perde se energia e matéria.
Decompositores: englobam organismos que fazem a decomposição, processo essencial para a reciclagem da matéria orgânica. Nesse processo os nutrientes tornam se disponíveis novamente no ambiente. Os decompositores atuam em todos os organismos após sua morte.
A teia alimentar mostra as relações alimentares entre os organismos de um dado ecossistema, mas não de forma unidirecional. As teias são formadas por várias cadeias alimentares que se cruzam, demonstrando, assim, que um dado organismo pode ter diferentes hábitos alimentares e, consequentemente, ocupar mais de um nível trófico em um ecossistema. Na teia alimentar, um mesmo organismo enquadra-se em diferentes níveis tróficos. Como dito anteriormente, a cadeia representa um fluxo unidirecional de energia e nutrientes, o que representa apenas parte das relações de um ecossistema. Como os organismos, muitas vezes, apresentam diferentes hábitos alimentares, as teias representam melhor um ecossistema.
Fonte:
CIÊNCIAS, ENSINO FUNDAMENTAL (ANOS FINAIS), TERMO II, UNIDADE 2, Fluxo de energia e Relações alimentares - SÃO VICENTE, 2020
ATIVIDADES:
No Pantanal existe um grande número de ecossistemas aquáticos, formados por rios, lagoas e áreas inundáveis. Dá-se o nome de fitoplâncton à comunidade de algas microscópicas que crescem abundantemente nesses ambientes. Esses organismos exercem em seus ecossistemas a função de:
Consumidores primários.
Consumidores secundários.
Consumidores terciários.
Produtores primários.
Decompositores.
Em uma cadeia alimentar, o homem poderá ser classificado como consumidor primário e secundário quando se alimentar, respectivamente, de:
Leite e queijo.
Salada e arroz.
Arroz e feijão.
Batata-doce e fígado de vaca.
Frango grelhado e leite.